
Romance de ficção científica
Código de Sangue
Toda régua foi escolhida por alguém.
Para quem é este livro
- Quem gosta de distopia, como 1984 e Admirável Mundo Novo
- Ficção científica com base científica
- Mistério sobre poder, ciência e memória
Sinopse
Em Aethel, ninguém diz que o chão é fraco. Diz-se que é generoso.
Aris Vane mede ossos. Há seis Órbitas, o analisador do Instituto acusa o mesmo defeito em quase toda criança que passa pela fila da pesagem: abaixo do padrão. Abaixo de uma régua que ninguém revisou, que veio pronta de antes da fundação e que nenhum corpo de Aethel jamais alcançou.
Quando Aris pergunta quem calibrou o corpo, descobre que a pergunta tem dono. Laudos somem. Palavras desaparecem sob tarjas. O mentor que fez a mesma pergunta antes dele não está em registro nenhum. E uma cantiga de pular corda guarda onze nomes que ninguém sabe a quem pertencem.
Para saber contra o que o seu povo foi medido, Aris vai ter de ir aonde a régua aponta: Kaelum, o lugar das cantigas de embalar, de onde ninguém voltou.
Código de Sangue é um romance sobre quem tem o poder de definir o que é normal.
Trecho
Em Aethel, ninguém dizia que o chão era fraco. Diziam que era generoso.
Era uma distinção importante. Palavras, Aris Vane aprendera cedo, eram a primeira arquitetura de qualquer governo: erguida antes das cidades, antes das usinas, antes até das leis. Um chão fraco sugeria defeito. Um chão generoso sugeria dádiva. E era mais simples cobrar imposto por uma dádiva.

Marcos de Oliveira
Professor há mais de 30 anos. Conheça os outros livros.



