Aula 548 — Integrais impróprias
50 minObjetivo geral
Calcular integrais impróprias com limite infinito, definindo-as via limite e reconhecendo quando divergem.
Objetivos específicos
- Definir ∫[a,∞]f(x)dx como lim(t→∞)∫[a,t]f(x)dx.
- Calcular integrais impróprias convergentes usando essa definição.
- Reconhecer que uma integral imprópria pode DIVERGIR (não ter valor finito), mesmo com integrando bem comportado.
Conhecimentos prévios
- TFC Parte II, Aula 540 deste módulo.
- Limites no infinito, Módulo 29.
Recursos didáticos
- Apresentação de slides — Possor_MatAula548_Apresentacao.pptx.
- Quadro/lousa e material de escrita.
- Wolfram Alpha e GeoGebra CAS, para verificar integrais e visualizar áreas e sólidos de revolução.
Desenvolvimento da aula
Acolhida e Sondagem de Conhecimentos Prévios
5 min · Ausubel — ativação de subsunçoresO professor pergunta: ∫[1,∞]1/x2dx e ∫[1,∞]1/x dx são parecidas — as duas convergem para um valor finito?
Problematização Inicial
5 min · Bachelard — obstáculo epistemológico antecipadoEscrever as duas integrais impróprias no quadro e perguntar se ambas têm valor finito, já que os integrandos parecem semelhantes. Obstáculo a nomear (sem resolver ainda): tratar uma integral com limite infinito como uma integral definida comum, aplicando o TFC diretamente sem o cuidado do limite — além disso, achar que integrandos "parecidos" (1/x2 e 1/x) sempre convergem ou divergem juntos, quando na verdade um pequeno ajuste no expoente pode ser a diferença entre convergência e divergência.
Desenvolvimento Conceitual
20 min · Exposição dialogadaApresentação dos slides 2 a 9: uma integral imprópria com limite infinito é definida como ∫[a,∞]f(x)dx=lim(t→∞)∫[a,t]f(x)dx — primeiro calcula-se a integral definida até t (um número finito), depois toma-se o limite quando t→∞. Para ∫[1,∞]1/x2dx=lim(t→∞)[-1/x] de 1 a t=lim(t→∞)(-1/t+1)=0+1=1 — CONVERGE para 1. Já ∫[1,∞]1/x dx=lim(t→∞)[ln|x|] de 1 a t=lim(t→∞)(ln(t)-0)=∞ — DIVERGE, pois ln(t) cresce sem limite. Apesar de 1/x2 e 1/x parecerem integrandos semelhantes, um converge e o outro diverge — a pequena diferença no expoente muda completamente o comportamento no infinito. Resolvendo a pergunta do Momento 2: não — ∫[1,∞]1/x2dx converge para 1, mas ∫[1,∞]1/x dx diverge (vai para infinito); integrandos parecidos podem ter comportamentos de convergência completamente diferentes.
Resolução Guiada
10 min · Vygotsky — Zona de Desenvolvimento ProximalResolução guiada: calcular coletivamente ∫[0,∞]e-ˣdx (resultado 1, convergente). Em duplas: verificar que ∫[1,∞]1/√x dx diverge (calculando o limite e observando que √t→∞).
Exercícios de Fixação
7 min · Prática independenteAplicação individual (ou em duplas) da lista de exercícios de fixação (seção 8 deste plano).
Síntese e Fechamento
3 min · Consolidação (fechamento circular)Retomar a pergunta do Momento 1: não — ∫[1,∞]1/x2dx converge para 1, enquanto ∫[1,∞]1/x dx diverge; apesar dos integrandos parecidos, a mudança do expoente de 2 para 1 é decisiva para o comportamento no infinito.
Avaliação formativa
Ao longo da aula: perguntas rápidas de verificação (Momento 3) e observação direta durante a resolução guiada (Momento 4). Ao final: correção coletiva dos exercícios.
Lista de exercícios
1. Defina ∫[a,∞]f(x)dx usando limite.
Gabarito: lim(t→∞)∫[a,t]f(x)dx.
2. ∫[1,∞]1/x2dx converge? Para qual valor?
Gabarito: Sim, converge para 1.
3. ∫[1,∞]1/x dx converge?
Gabarito: Não — diverge (vai para infinito, pois ln(t)→∞).
4. Calcule ∫[0,∞]e-ˣdx.
Gabarito: 1 (convergente).
5. Encontre o erro: "como 1/x2 e 1/x são integrandos parecidos, suas integrais impróprias de 1 a infinito devem ter o mesmo comportamento (convergir ou divergir juntas)".
Gabarito: Errado: ∫1/x2 converge e ∫1/x diverge; pequenas diferenças no expoente podem mudar completamente o comportamento de convergência.