Aula 172 — Carta argumentativa e carta do leitor: estrutura e registro
50 minObjetivo geral
Produzir cartas argumentativas e cartas do leitor, respeitando a estrutura e o registro próprios de cada uma.
Objetivos específicos
- Diferenciar a carta argumentativa da carta do leitor quanto a interlocutor e objetivo.
- Reconhecer os elementos estruturais obrigatórios de uma carta (saudação, corpo, fechamento).
- Adequar o registro de linguagem ao interlocutor específico de cada tipo de carta.
Conhecimentos prévios
- Gêneros textuais: carta argumentativa/carta do leitor (Módulo 9, Aula 6).
- Redação da Unicamp: tema + gênero específico (Módulo 22, Aula 2).
Recursos didáticos
- Apresentação de slides — Possor_PortAula172_Apresentacao.pptx.
- Um exemplo de carta argumentativa e um de carta do leitor, lado a lado, para comparação.
Desenvolvimento da aula
Acolhida e Sondagem
5 min · Ausubel — ativação de subsunçoresPerguntar: uma carta endereçada a uma autoridade pública usa o mesmo registro de linguagem que uma carta enviada a um jornal comentando uma notícia?
Problematização Inicial
5 min · Bachelard — obstáculo epistemológico antecipadoMostrar uma carta do leitor escrita com um registro excessivamente formal e burocrático, típico de uma carta argumentativa a uma autoridade, e perguntar: esse registro é adequado ao gênero carta do leitor? Obstáculo a nomear: tratar todas as cartas como se exigissem o mesmo grau de formalidade, ignorando que o interlocutor e o objetivo mudam o registro esperado.
Desenvolvimento Conceitual
20 min · Exposição dialogadaA carta argumentativa se dirige a uma autoridade ou instituição específica, com o objetivo de defender uma posição e, muitas vezes, solicitar uma ação concreta — exige registro formal e estrutura com saudação, apresentação do problema, argumentação e fechamento com solicitação clara. A carta do leitor se dirige a um veículo de comunicação (jornal, revista), geralmente comentando ou reagindo a uma notícia ou artigo publicado anteriormente — pode ter registro um pouco menos formal, mas ainda respeitoso, e costuma ser mais breve. Em ambos os casos, a estrutura de carta (saudação inicial, corpo do texto e fechamento) precisa estar presente, adaptada ao interlocutor e ao objetivo específico de cada tipo.
Resolução Guiada
10 min · Vygotsky — zona de desenvolvimento proximalComparar a carta argumentativa e a carta do leitor trazidas, identificando as diferenças de registro, interlocutor e objetivo entre as duas.
Exercícios de Fixação
7 min · Prática independenteExercícios de identificação: dado um trecho de carta, reconhecer se é mais adequado a uma carta argumentativa ou a uma carta do leitor, e justificar pela análise do registro e do interlocutor.
Síntese e Fechamento
3 min · ConsolidaçãoO gênero carta muda de registro conforme o interlocutor e o objetivo — não existe uma única fórmula fixa para toda carta.
Avaliação formativa
Observar se os alunos conseguem diferenciar carta argumentativa de carta do leitor a partir do registro, interlocutor e objetivo, e produzir cada uma com a estrutura adequada.
Lista de exercícios
1. Uma carta pede formalmente a um órgão público que resolva um problema específico de infraestrutura no bairro. Que tipo de carta é essa?
Gabarito: Carta argumentativa, já que se dirige a uma autoridade com o objetivo de solicitar uma ação concreta, exigindo registro formal e estrutura de solicitação clara.
2. Uma carta comenta, de forma mais breve, uma reportagem publicada na semana anterior em um jornal. Que tipo de carta é essa?
Gabarito: Carta do leitor, dirigida ao veículo de comunicação, reagindo a uma publicação anterior, com registro um pouco menos formal que a carta argumentativa.
3. O que permanece comum entre a carta argumentativa e a carta do leitor, apesar das diferenças de registro?
Gabarito: A estrutura básica de carta: saudação inicial, corpo do texto com a argumentação, e fechamento — adaptados ao interlocutor e objetivo específicos de cada tipo.
Observações e extensão
Retomar o Módulo 22, Aula 2 (Unicamp), reforçando que a carta é um dos gêneros que podem ser exigidos em provas de vestibular além do ENEM.