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Aula 431 — Ângulo entre duas retas

50 min

Objetivo geral

Calcular o ângulo entre duas retas usando seus coeficientes angulares, reconhecendo que a fórmula dá o ângulo agudo.

Objetivos específicos

  • Enunciar a fórmula: tan(θ)=|((m2-m1)/(1+m1·m2))|, para o ângulo agudo θ entre as retas.
  • Calcular o ângulo entre duas retas dadas por seus coeficientes angulares.
  • Reconhecer que o valor absoluto na fórmula garante que θ seja sempre o ângulo AGUDO (entre 0° e 90°).
  • Reconhecer que, sem o valor absoluto, o cálculo poderia dar o ângulo obtuso suplementar.

Conhecimentos prévios

  • Ângulo entre vetores, Módulo 25, Aula 413.
  • Coeficiente angular, Aula 428.

Recursos didáticos

  • Apresentação de slides — Possor_MatAula431_Apresentacao.pptx.
  • Quadro/lousa e material de escrita.
  • GeoGebra Geometry e Desmos Graphing Calculator, para visualizar pontos, retas e circunferências.

Desenvolvimento da aula

Acolhida e Sondagem de Conhecimentos Prévios

5 min · Ausubel — ativação de subsunçores

O professor pergunta: a fórmula do ângulo entre duas retas sempre dá o mesmo resultado, com ou sem o valor absoluto?

Problematização Inicial

5 min · Bachelard — obstáculo epistemológico antecipado

Calcular tan(θ) para duas retas sem o valor absoluto, obtendo um resultado negativo, e perguntar o que isso significa. Obstáculo a nomear (sem resolver ainda): esquecer o valor absoluto na fórmula — sem ele, o cálculo pode dar o ângulo OBTUSO suplementar em vez do agudo; por convenção, "o ângulo entre duas retas" sempre se refere ao ângulo agudo (ou reto), garantido pelo módulo na fórmula.

Desenvolvimento Conceitual

20 min · Exposição dialogada

Apresentação dos slides 2 a 9: tan(θ)=|((m2-m1)/(1+m1·m2))| dá sempre o ângulo agudo θ entre as duas retas (duas retas concorrentes sempre formam um par de ângulos agudos e um par de obtusos, iguais entre si dois a dois; a convenção é reportar o agudo). Resolvendo a pergunta do Momento 2: não — sem o módulo, o resultado pode vir negativo, correspondendo ao ângulo obtuso suplementar, não ao agudo esperado.

Resolução Guiada

10 min · Vygotsky — Zona de Desenvolvimento Proximal

Resolução guiada: calcular coletivamente o ângulo entre as retas de m1=1 e m2=0: tan(θ)=|(0-1)/(1+0)|=1, θ=45°. Em duplas: calcular o ângulo entre m1=2 e m2=-3: tan(θ)=|(-3-2)/(1+2×(-3))|=|-5/-5|=1, θ=45°.

Exercícios de Fixação

7 min · Prática independente

Aplicação individual (ou em duplas) da lista de exercícios de fixação (seção 8 deste plano).

Síntese e Fechamento

3 min · Consolidação (fechamento circular)

Retomar a pergunta do Momento 1: não — sem o valor absoluto, o resultado pode dar o ângulo obtuso suplementar; o módulo garante que o resultado seja sempre o ângulo agudo, por convenção.

Avaliação formativa

Ao longo da aula: perguntas rápidas de verificação (Momento 3) e observação direta durante a resolução guiada (Momento 4). Ao final: correção coletiva dos exercícios.

Lista de exercícios

1. Escreva a fórmula do ângulo agudo entre duas retas.

Gabarito: tan(θ) = |(m2-m1)/(1+m1·m2)|.

2. Calcule o ângulo entre as retas de m1=1 e m2=0.

Gabarito: tan(θ)=|(0-1)/(1+0)|=1; θ=45°.

3. Calcule o ângulo entre as retas de m1=2 e m2=-3.

Gabarito: tan(θ)=|(-3-2)/(1-6)|=|-5/-5|=1; θ=45°.

4. Por que a fórmula usa valor absoluto?

Gabarito: Para garantir que o resultado seja sempre o ângulo AGUDO entre as retas, não o obtuso suplementar.

5. Encontre o erro: "o valor absoluto na fórmula do ângulo entre retas é só um detalhe estético, não muda o resultado."

Gabarito: Errado: sem o valor absoluto, o cálculo pode dar negativo, correspondendo ao ângulo obtuso suplementar, não ao agudo esperado.